Tudo corria bem, apesar dos últimos acontecimentos. A casa
nova era espaçosa e confortável. Willian estava se tratando e logo estaria bem.
O pai esperava por isso. Os amigos também. A mãe havia morrido a pouco mais de
um ano, foi quando Willian passou a viver com o pai. O pai, que já havia se
separado da mãe há uns anos, era sociólogo, mas se dedicava a administrar os
negócios da família sozinho, além de dar aulas. Não era o tipo de homem que se
diga carinhoso, mas gostava de conversar com Willian, principalmente sobre suas
pesquisas. Possuía uma namorada, mas tinha medo de se casar novamente.
Willian se sentia bastante solitário. Sua doença o fez desconfiar da amizade de todos. Acreditava que as pessoas só se aproximavam dele por pura pena. Era sempre tomado por um sonho enigmático: um homem o erguia e o encostava contra a parede, enquanto uma meia dúzia apontava fuzis para ele e disparavam. Entretanto, os tiros não atingiam Willian, apesar de mirarem contra ele. Durante, todo o sonho, havia uma plateia que batia palmas e ria. Flores nasciam de dentro da parede e o envolviam até quase sufoca-lo, nesse momento ele acordava, suado e com falta de ar. Havia trancado o semestre na faculdade de odontologia, de modo há passar mais tempo com seu pai e facilitar o tratamento. Sentia medo de voltar. Entretanto, esse era o momento em que mais precisaria de coragem.
Willian se sentia bastante solitário. Sua doença o fez desconfiar da amizade de todos. Acreditava que as pessoas só se aproximavam dele por pura pena. Era sempre tomado por um sonho enigmático: um homem o erguia e o encostava contra a parede, enquanto uma meia dúzia apontava fuzis para ele e disparavam. Entretanto, os tiros não atingiam Willian, apesar de mirarem contra ele. Durante, todo o sonho, havia uma plateia que batia palmas e ria. Flores nasciam de dentro da parede e o envolviam até quase sufoca-lo, nesse momento ele acordava, suado e com falta de ar. Havia trancado o semestre na faculdade de odontologia, de modo há passar mais tempo com seu pai e facilitar o tratamento. Sentia medo de voltar. Entretanto, esse era o momento em que mais precisaria de coragem.
A
relação com o pai era difícil. Quando conversavam era sempre sobre o mesmo
assunto: o trabalho do pai. Sentia falta da mãe. Certa vez o pai lhe disse:
- Sabe meu pequeno Willian, um dia você irá
cair. E eu o erguerei nos meus braços. Um dia faltará ar nos seus pulmões, e
eu, retirarei o gás dos meus e colocarei nos seus. Um dia lhe faltarão músculos
para carregar o peso da existência e eu cederei a você cada célula dos
meus. E nesse dia você e eu,
principalmente, saberemos que as minhas forças não são assim tão limitadas e
confiaremos no valor dessas forças e assim estaremos unidos para sempre e como
nunca. Acredita?
“Não
acredito”, pensou Willian. Temia o pai. Temia não ter o sucesso do pai na
carreira e ter o insucesso do pai no campo dos relacionamentos. Sentia muito de
medo de estar só. Mas apesar de tudo, enfrentava sua doença de cabeça erguida.
Logo estaria bom. E voltaria a confiar nos amigos e a conviver alegremente com
o pai. E logo cresceria e administraria os negócios da família.
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