11.12.11

Sentimento de culpa

Culpa: 3 Consequência de se ter feito o que não se devia fazer.
Responsabilidade:  1 Obrigação de responder pelos próprios atos.
Fonte: Dicionário Michaelis

        Talvez muitos sofram, como eu, de um sentimento de culpa corrosivo e insuportável, o qual retira o prazer de viver (sem exageros). Tenho pensado nas pessoas ao meu redor e vejo que estou longe de ser o único a sofrer de sentimentos. Contudo, um raciocínio muito simples, ensinado por um grande amigo, pode ajudar quem sofre do sentimento de culpa especificamente, como me ajudou.

        Culpa, como descreve o dicionário, se adquire quando há um ato errado consciente das possíveis consequências ruins que possam ocorrer. Por exemplo, se dirijo bêbado e tenho a consciência de que posso causar acidentes, sou culpado e portanto, devo sentir culpa.

       Entretanto, você pode sentir culpa por atos dos quais não é culpado, ou seja, por atos em que não houve vontade consciente de causar algum dano, mas uma inocência em relação às possíveis consequências. Nesse caso, há uma RESPONSABILIDADE pelo ato. Por exemplo, se quebro um copo acidentalmente na casa de um amigo, sou o responsável por isso, portanto, não devo me sentir culpado.

       Muitas vezes os termos “responsável” e “culpado” se confundem. Se consultarem esse mesmo dicionário que consultei, eles surgirão também como sinônimos. Mas, estamos falando de sentimentos, para isso, nos serve os significados destacados.

       Agora raciocine: será que você é tão culpado assim? Ou você é apenas o responsável? Ser responsável não isenta de ter de responder pelas atitudes, mas retira aquele sentimento de culpa, tão destrutivo e pouco útil, de modo que se pode seguir a vida sem tanta angústia.

       No caso de culpa real, geralmente, a sentimos quando as consequências são ruins. Dificilmente sentimos quando as consequências são boas e ninguém sai gravemente prejudicado, mesmo sabendo do erro. Somos pequenos culpados no dia-a-dia, por várias coisas, tão pequenas que devem ser esquecidas (alguém nunca cometeu um erro, consciente ou não?). De qualquer forma, independente do tamanho dele, é preferível enfrentar as consequências (mesmo que elas sejam catastróficas) e seguir adiante.

       Afinal de que serve a culpa? Você pode colocá-la no que quiser, mas ela muda as consequências? Não é mais fácil enfrentá-las, tentando corrigir o erro, se ele puder ser corrigido ou tentando adquirir algo de bom (aprendizado, por exemplo) dos efeitos ruins, do que se corroer eternamente?

      Obviamente que a proposta não é fazer tudo que quisermos sem se importar com os outros, mas estarmos dispostos a encarar os efeitos de nossos atos e ao mesmo tempo, nos preservarmos, evitando ao máximo esse sentimento tão terrível que é a culpa.

     E acreditem, eu sei o quanto esse sentimento é terrível e deve ser evitado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário